1° Uma declaração
O autor, em que pese estar escrevendo prefácio da obra, "Fenomenologia do Espírito" diz, referindo-se a prefácios em geral, que tal escritura lhe parece - negrito meu - supérflua, inadequada e contraproducente. Mas ele explica que sua opinião decorre da natureza de uma obra filosófica e que não considera válido oferecer num prefácio o que seria adequado dizer sobre uma obra filosófica.
Em seguida ele define um prefácio como tendo as seguintes características:
- Esclarecimento inicial do autor sobre os fins a que se propõe;
- As circunstâncias de sua obra;
- Relações que julga encontrar com as anteriores e tuais sobre o mesmo tema;
- Um esboço histórico da tendência e do ponto de vista;
- Do conteúdo geral e dos resultados;
- Um agregado de informações e asserções sobre o que é verdadeiro.
Essas palavras são dele, se houver alguma diferença em relação ao que consta na obra, foi erro meu.
O autor vê a filosofia como apreensão do todo, partes inclusas. Daí se esperar dela, mais do que das outras ciências, que o saber se manifeste ao final, nos resultados últimos, sendo então a exposição em si não essencial.
Hegel era um expositor astuto. Note que ele coloca a filosofia no conjunto das ciências quando se refere às outras ciências.
Cita a anatomia como exemplo, dizendo que quando ela é considerada estudo de partes inanimadas do corpo há consenso de que ela esta incompleta e nem deveria ser considerada uma ciência, pois não tem posse do conteúdo total e, ainda, precisa passar ao estudo do particular.
Fala-se do fim e generalidades semelhantes do mesmo modo histórico e não conceitual com se fala do conteúdo, nervos músculos, etc. E conclui dizendo que na filosofia tal procedimento é inadequado porque a filosofia o considera incapacitado a apreender o verdadeiro.
, sendo que as análises do tópico que estamos examinando podem ser encontradas na aula 2
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