1° Uma declaração
O autor, em que pese estar escrevendo prefácio da obra, "Fenomenologia do Espírito" diz, referindo-se a prefácios em geral, que tal escritura lhe parece - negrito meu - supérflua, inadequada e contraproducente. Mas ele explica que sua opinião decorre da natureza de uma obra filosófica e que não considera válido oferecer num prefácio o que seria adequado dizer sobre uma obra filosófica. Em seguida ele define um prefácio como tendo as seguintes características: Esclarecimento inicial do autor sobre os fins a que se propõe; As circunstâncias de sua obra; Relações que julga encontrar com as anteriores e tuais sobre o mesmo tema; Um esboço histórico da tendência e do ponto de vista; Do conteúdo geral e dos resultados; Um agregado de informações e asserções sobre o que é verdadeiro. Essas palavras são dele, se houver alguma diferença em relação ao que consta na obra, foi erro meu. O autor vê a filosofia como apreensão do todo,...