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Showing posts from February, 2022

1° Uma declaração

 O autor, em que pese estar escrevendo prefácio da obra, "Fenomenologia do Espírito" diz, referindo-se a prefácios em geral, que tal escritura lhe  parece  - negrito meu - supérflua, inadequada e contraproducente.  Mas ele explica que sua opinião decorre da natureza de uma obra filosófica e que não considera válido oferecer num prefácio o que seria adequado dizer sobre uma obra filosófica. Em seguida ele define um prefácio como tendo as seguintes características: Esclarecimento inicial do autor sobre os fins a que se propõe; As circunstâncias de sua obra; Relações que julga encontrar com as anteriores e tuais sobre o mesmo tema; Um esboço histórico da tendência e do ponto         de vista; Do conteúdo geral e dos resultados; Um agregado de informações e asserções sobre o que é verdadeiro. Essas palavras são dele, se houver alguma diferença em relação ao que consta na obra,  foi erro meu. O autor vê a filosofia como apreensão do todo,...

Meu Prefácio

Embora eu esteja colocando neste escrito meu entendimento do pensamento do autor, é necessário dizer que estou me valendo da leitura orientada que consta no conjunto de vídeos  "Curso Livre  - A Fenomenologia do espírito de Hegel", leitura sistemática,  ministrado pelo IELA - Instituto de Estudos Latino-Americanos, que hoje 07.01.22, pode ser iniciado  aqui . A leitura desta minha história suscitará pensamentos contrários ao meu entendimento da obre de Hegel e poderá denunciar erros de interpretação. Estes, naturalmente, só podem ser atribuídos a mim, não aos professores do IELA.

4° O início

 Para ir além da mera especificação objetal o conhecimento precisa alçar voo em direção a princípios e pontos de vistas universais. Assim, é necessário esforço  inicial que busque apreender e conhecer o objeto de estudo e defender ou refutar explicitando as razões e o que está decidido ou estabelecido e ainda ordenar e emitir juízo sério a respeito. Esse inicio de entendimento deve então dar lugar a algo mais sério e razoável, que adentre ao cerne do conhecimento e cuja forma é o conceito.

3° O requerido

 Tais explicações prefaciais acabam por desviar o foco do conhecimento do objeto para  o exame de relações entre os estudos e seus resultados. Dão a impressão de lidar com o essencial e com o conhecimento verdadeiro quando apenas são o início do conhecimento, mas combinam enganadoramente aparência de seriedade e esforço. É como dar voltas e mais voltas,  sem mergulhar de fato no que interessa, que é ir a fundo no conhecimento do objeto.   O objeto do conhecimento cujos fins são usualmente colocados num sumário, são insuficientes para conhecer cabalmente o mesmo objeto. Além do resultado ser  parcial,  contém injustificada projeção de futuro. O objeto do conhecimento encerrado ou delimitado em seus fins, no sumário, nada acrescenta ao entendimento, assim como qualquer projeção para o futuro ainda é conjectura e não fato consumado. Sendo diversidade, então, é mais do que especificidade e deixando de ser específico, deixa de ser conhecido. Tais críticas a...

2° Assim será também

 Outra justificativa contrária a um prefácio é a existência do movimento aparentemente contraditório entre os diferentes sistemas filosóficos. Aqueles movimentos se confrontariam no momento em que num prefácio se coligissem as relações entre diversos sistemas filosóficos, resultando em possível refutação de uns e aceitação de outros, quando seria mais adequado considerar que se trata apenas do movimento da perspectiva filosófica, hora numa direção, hora noutra, todos necessários ao conhecimento do objeto Essa aparente contradição lança sobre a obra filosófica elemento estranho e nebuloso, que dificulta o esclarecimento da verdade sobre o objeto, motivo a mais, portanto, para a impropriedade de um prefácio.

11 -

 Hegel observa a mudança qualitativa que então se apresentava.

7 - Torna-se aparência

Impossível decifrar, num primeiro momento,  o pensamento de Hegel neste parágrafo 7°. Veja o que está escrito lá: "7 - [Wird die Erscheinung] Tomando a manifestação dessa exigência em seu contexto mais geral e no nível em que presentemente se encontra o espírito consciente-de-si, vemos que esse foi além da vida substancial que antes levava no elemento do pensamento;..." Vamos lá! A exigência a que ele se refere é a do parágrafo anterior, sobre considerar a intelecção apenas no contato com o objeto, sem atentar para estudos científicos ou mais elaborados. Quem ou o que teria ido "além da vida substancial que antes levava no elemento do pensamento;" "Antes"  de que fato? 

6° "Dentro" da verdade

 Hegel critica concepção de conhecimento que ele entende próximo do conhecimento religioso, que admite a intuição  ou o saber imediato sem se valer da ciência, do estudo exaustivo. De acordo com o professor Rômulo Corrêa na aula 2, essa crítica é dirigida exatatamente contra o pensamento de Shelling -  Friedrich Wilhelm Schelling (1775 - 1854) ,um dos idealistas alemães, contemporâneo e amigo de Hegel, que admitia a possibilidade de se assenhorar do conhecimento pelo exame direto e imediato do objeto. O professor Rômulo acrescenta que os próximos cinco parágrafos, ou seja, do sete ao 11°, além do 6°,  ocupam-se de explicitar aquela crítica. Relendo o 6° parágrafo pude perceber que aqui Hegel apenas inicia sua crítica a idéias, segundo ele,  vigentes e difundidas, relativas a contradizer o conhecimento advindo da ciência.  Ele considera necessária uma discussão sobre o assunto. Além disso, como muito bem orienta o professor Rômulo, Hegel expõe o pensamento a...